Rio


Estou numa jangada
Em partes há águas limpas
São tão claras que almejo
Me deitar e acordar.
Em bandas há tantas injustiças
Tanta sujeira
Tanta inveja
Que me deito e quero voar.
Aos farrapos me refaço
A jangada  continua deslizando
Mesmo limpas mesmo sujas
Pelas águas desse rio
Que mastigo como vida.